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Dona Marciana uma das louceiras do Maruanum Foto: Tamires Kopp |
Nas margens do rio Maruanum, um dos braços do rio Matapi no Amapá, está situada a comunidade de afro-descendentes chamada de Santa Luzia do Maruanum. Uma região famosa pelo seu artesanato centenário de valor cultural envolto de mistérios e superstições.
Uma arte de geração a geração mãos preciosas chamadas de "Louceiras do Maruanum", sempre com respeito a natureza. Um processo de transformação de baixo impacto ambiental e alto impacto social. As louceiras formaram a ALOMA - Associação das Louceiras do Marauanum que participam da economia local apresentando um produto 100% tradicional amazônico.
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mistura do barro e das cinzas do caripé |
Para a fabricação das peças as louceiras partem floresta adentro atrás do caripé: uma árvore da qual se tira a casca que é queimada, e com suas cinzas mistura-se ao barro dando mais resistência aos objetos artesanais. Cerca de mais de dez horas de caminhada a procura da árvore da espécie licânia.
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cinza do caripé |
O barro é misturado com a cinza da casca do caripé que deve ser peneirado e pilado.Depois de moldada os objetos são depois, curadas no fogo, para cozinhar o barro. E a última etapa da fabricação é o tratamento do seu interior com um impermeabilizante natural, a resina de uma árvore conhecida como jutaizeiro, a resina jutaisica.
Depois de pronta, a louça é pintada em seu interior com resina de jutaí, ou jatobá, mais conhecida como breu. Assim pode ser usada para cozinhar alimentos.
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louças |
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Traços das louceiras |
Os traços das louceiras são ícones representativos usados por cada artesã personificandos suas peças e identificando o produto de cada uma. A fabricação das panelas e demais objetos artesanais é trabalhosa e exige sacrifício das louceiras. O SEBRAE/AP é um dos maiores parceiros das louceiras. O material usado na produção do artesanato, a dificuldade de encontrar o caripé e a jutaisica, pois o barro é recolhido no verão para trabalhar o inverno todo. As peças realizadas são diversas: vasos, potes, panelas, xícaras, etc.
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fogareiro de barro |
a lenda...
°°°Produtos imperfeitos, Mobiliário contemporâneo°°°
Conta a lenda que em Macapá (AP), depois de terminada a construção da Fortaleza de São José do Macapá, em 1782, negros e índios que ali trabalharam foram alforriados e saíram procurando um lugar para morar. A cerca de 200 quilômetros da capital, chegaram perto de um rio, em um lugar com muitos anus. Daí, o nome da comunidade, Maruanum, ou seja, “mar de anuns” ou anus. Perto dali, extraíam o barro para fazer louças e havia um ritual mágico para isso. As mulheres grávidas e menstruadas não participavam. As louceiras cortavam uma vara e cavoucavam para retirar a argila. Faziam oferendas e não podiam usar lâmina de metal para não ferir as veias da terra. Contam as mulheres mais velhas que a camada de barro retirado se recompunha e elas marcavam o local e voltavam depois para ver.
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novos produto, novos mercados |
A mostra apresenta objetos de autoria do designer Christian Ullmann, desenvolvidos a partir de experiências e situações em que os materiais, a tradição e o comportamento são interpretados e traduzidos em produtos que buscam o menor impacto ambiental, associado a um maior e positivo impacto social. Entre os produtos das louceiras do Maruanum como luminárias e outros objetos de cozinha e decoração.
São apresentados diferentes idéias ou conceitos relacionados à sustentabilidade: design e comunidades artesanais urbanas e rurais, inovação, desmontabilidade, desenvolvimento local, customização, segunda vida para materiais.
Contatos e encomendas Associação das Louceiras do Maruanum - ALOMA
Telefones: 00 55 96 9119 3957/9128 3590
Santa luzia do Maruanum CEP: 68905-160
Macapá - Amapá
Contatos e encomendas Associação das Louceiras do Maruanum - ALOMA
Telefones: 00 55 96 9119 3957/9128 3590
Santa luzia do Maruanum CEP: 68905-160
Macapá - Amapá
Caro amiga,
ResponderExcluirEstamos preparando um material dos nossos trabalhos artesanais e na próxima semana estaremos enviando para que vc possa publicar para nos ajudar a divulgar o artesanato da etnia Guajajara.
Estamos felizes pelo trabalho que vc vem realizando ao levar para os quatro cantos do mundo a cultura indígena e não indígena.
Saudações
Libiana Pompeu dos Santos