quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dois mil anos de história entre homens e vinhas




Saint-Emillion é um dos mais conhecidos da Europa e talvez do mundo. A região é tombada pelo patrimônio Mundial da UNESCO pelos seus vinhedos de excelência.
Saint-Emillion é antes de tudo o reflexo do merlot baseada nas nuanças florais e aromáticas, da luz do dia e do silêncio da noite
As roseiras são plantadas no começo das fileiras de vinhas para indicar a saude do vinhedo, pois sua sensibilidade é grande. De acordo com fontes antigas esse método era usado para descobrir problemas de origem de pragas nas plantações. :)
•.¸¸.••Como tudo começou...
A história desse vilarejo é marcada pelas vinhas, mas também pela sua generosa arquitetura e sua gastronomia. O reconhecimento desse vinho no mundo todo é devido as JURADES que foi criada em 1199 por Jean Sans Terre, rei da Inglaterra que delega poderes aos escolhidos de Saint-Emillion e em troca ele poderá usufruir dos vinhos bordoleses. As JURADES acabaram durante a Revolução Francesa em 1789. 
As Jurades, confraria do vinho de Saint-Emillion
Mas em 1948 alguns viticultores renascem essa tradição, e se tornam os embaixadores dos vinhos de Saint-Emillion a través do mundo com a ambição de tornar conhecida e garantir a autenticidade e a qualidade de seus vinhos. Em junho se organiza todos os anos a festa da Primavera (la Fête de Primtemps) e o banho da colheita em setembro. Durante os eventos os membros da JURADE desfilam pela cidade medieval vestidos de uma túnica tradicional vermelha relembrando uma bela época.

Uma visita pelas ruas, podemos observar o serpenteio do tempo em cada pedra cravada nas construções medievais. Saint-Emillion é um verdadeiro museu a céu aberto e, portanto, um homem eremita começou a construí-la no século VIII. Um monge Breton nativo de Vannes chamado Emillion escolheu o lugar de recolhimento antes chamado de Ascumbas. Ele fez do lugar seu retiro espiritual deixando tudo para trás e recomeçando a evangelizar a população local, criando assim uma grande cidade monástica, a qual os féis deram seu nome.

•.¸¸.••Território de Saint-Emillion...
Oito vilarejos formam o território de Saint-Emillion e são escritas no patrimônio mundial da Humanidade em 1999 sob o titulo de « paisagens culturais » são elas: Saint-Emillion, Saint-Laurent des Combes, Saint-Christophe des Bardes, Saint-Pey d'Armens, Sain-Etienne de Lisse, Saint-Sulpice de Faleyrens, Saint-Hippolyte et Vignonet.
A diversidade dos terroirs, o grande numero de viticultores, as diferentes técnicas de cultivo de vinhas e a vinificação oferecem uma grande variedade de vinhos. 

São 5400 hectares de vinhas, 860 produtores, cepagem dominante MERLOT, duas apelações Saint-Emillion e Saint-Emillion grand cru. 

O toque que faz a diferença... 
Doçura e maciez do tempo que molda os tesouros gastronômicos de Saint-Emillion.
O famoso macarron de Saint-Emillion depois do vinho é o mais conhecido de todos, é uma das especialidades de Saint-Emillion. Ele é fabricado desde 1620 criado pelas irmãs do convento das Urselines. A receita foi repassada para alguns habitantes da região e de geração a geração elas são mantidas no maior segredo. Hoje, segundo os habitantes, a detentora da verdadeira receita é Nadja Fermigier que sucedeu Madame Blanches, e é a única a fazer os macarrons de Saint-Emillion.

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