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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

nas margens do Sena

Paris olh@res
Esse é um dos primeiros lugares que eu conheci quando fui pela primeira vez à Paris, a rota dos buquinistas do Sena (Le bouquinistes). Sou uma apaixonada por cartazes antigos, contemporâneos também mas a arte de fazer a mão me facinará sempre :)
Mas a cada ano que visito tem alguma coisa que muda, e em 2013 é visível a invasão "Made in China", nada contra, cada um trabalho com suas potencialidade, mas visitar Paris e comprar lembrança feitas na China, é como visitar um estande temático em uma grande exposição :/.

Paris olh@res
Mas minhas bancas preferidas são as de gravuras, livros, revistas, e cartazes antigos.
Essas bancas passam de geração para geração , elas são heranças de uma passado bem movimentado da literatura francesa em uma bela época.
A origem do termo bouquiniste que deriva da palavra bouquin(livro). Os bouquins eram designados como livros de pouco valor vendidos pelos cacheiros viajantes nas ruas de Paris. Eles eram considerados como uma concorrência desleal pelas livrarias. 
A profissão  de bouquiniste foi regulamentada em 1859 que deram direitos aos pontos fixos na margem do rio Sena em forma de grandes malas de ferro de cor verde.
O certo é que o rio Sena sem os bouquinistes não tem o charme e a poesia, e por isso eles fazem parte dessa paisagem atraente, sonhadora, e literária da bela época parisiense.
Dessa vez meu objeto de desejo foi um livro que reune todas as principais obras de Oscar Wilde pelo preço de 14 euros.

Paris olh@res
Depois de pegar meu livro fui viajar nas imagens de cartão-postal, fotos e pinturas que ainda são feitas em Paris por artistas da cidade luz.

Paris olh@res

Paris olh@res
Depois da visita uma paradinha em um café para um expresso bien corsé, ou seja forte :)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Encontros com a leitura


Um projeto que iniciou em 2003 na época de verão aqui na região do Jura onde eu moro que se chama "Livros no caminho" ou seja um encontro que oferece uma segunda vida aos livros, onde diversos autores conhecidos ou não são descobertos.Um mundo imaginário aberto aos que descobrem esses tesouros durante suas caminhadas.
Essa operação literária viaja pela região em 11 cidades principais do Jura, uma caça ao tesouro do conhecimento que pede em troca dessa experiência que os leitores ao final da leitura, deixem os livros em lugares estratégicos onde possam continuar o caminho, ou seja em gares, paradas de ônibus, escadas, pontes, parques...Cerca de 1000 obras são espalhadas por vários caminhos. Uma surpresa para muitos como eu que parei para um descanso em um dos bancos da cidade e ao meu lado  "A casa de Jane" estava lá, então eu peguei e já comecei a devorar sua história e depois quem será o novo leitor???

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Deux Magots, café parisiense

www.lesdeuxmagots.fr
Situado no 6º Distrito de Paris no bairro de Saint-Germain de Près, « Les Deux Magots » que quer dizer «as duas figurinhas chinesas » tem origem de uma loja de novidades que funcionava em 1812 na rua 23 rue de Buci. Após algum tempo a loja começou a vender tecidos de seda e peças íntimas. Esse comércio de sedas, e foi denominado de « Deux Magots » em homenagem a uma peça teatral da época chamada « Les Deux Magots de la Chine ». 

Em  1873, a loja é transferida para o bairro de Saint-Germain, e está até hoje com o mesmo nome transformado em um magnifico café parisiense chamado « Les Deux Magots ».
Em 1884 o café começa a tomar um lugar importante na vida cultural francesa, escritores como Verlaine, Rimbaud ou Mallarmé se tornam clientes habituais e assim nasce o café literário em 1933 através de um pequeno grupo de surrealista que decidem criar seu próprio concurso literário chamado de Prêmio LES DEUX MAGOTS. Um grupo seleto de escritores começa a frequentar o café entre eles Elsa Triolet, André Gide, Jean Giraudoux, Picasso,Fernand Léger, Prévert, Hemingway, Bob Welch, Sartre, ou ainda Simone de Beauvoir, são alguns dos mais assiduos escritores dessa época..
O Prêmio Les Deux Magots acontece no mês de janeiro de cada ano.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

um bairro que perpétua suas tradições...

No bairro de Saint-Germain-des-Près a magia do conhecimento invade ruas, cafés, bares, lojas e casarões antigos. Testemunha de seu passado, a Igreja de Saint-Germain-des-Près conserva sua torre do século IX. Um bairro histórico de jazz, de editoras, livrarias e de galerias de arte.
ao fundo imagem da Igreja de Saint-Germain-des-Près
Os editores do mundo todo que visitam o endereço 61 rue des Saints-Pères-Editions Grasset &Fasquelle, uma das editoras mais antigas de Paris com quase 100 anos. Os que frequentam a editora são unânimes em dizer que ficam surpresos de não serem recebidos em modernas estruturas geralmente envidraçadas, e são conquistados pela beleza do bairro que preserva seu patrimônio.
EditoraGrasset & Fasquelle

Esse poder mágico cultural que possuem os livros antigos que contém a memória do mundo. Este ambiente de papel envelhecido e de um perfume particular misturado ao couro das capas que já foram folheadas tantas vezes, nos levam ao bairro fascinante de Saint-Germain. Um bairro encantadore e cheio de mistérios que em cada espaço tem uma história para contar. Nas livrarias podemos encontrar cartas originais de Baudelaire, Hemingway, Kafka, François I e vários outros celebres escritores. Fréderic Castaing (expert em autógrafos e manuscritos) diz que "O que é emocionante de uma carta é o primeiro contato carnal e intimo com seu autor. Em seguida vem a revelação de seu conteúdo. Mas o mais belo presente é a trasmissão até nós, em uma carta tocamos com os dedos personagens históricos. No bairro de Saint-Germain é um pouco  parecido, nada é artificial, é um bairro autêntico a cada instante de sua historia."
Mas com o tempo as coisas mudam, os lugares não são mas o mesmo, mas a energia e a criação resistem neste espaço onde autores, editores, jornalistas, fotografos e leitores são convidados a entrar pela mesma porta. Um mundo de trocas, de descobertas e de contatos. Depois da internet e do mundo virtual, a vontade de trocar sorrisos e de apertos de mãos é necessario. 
Saint-Germain é um lugar vivo onde os diferentes universos se misturam criando um lugar de perpétuo movimento aberto à todos que amam o conhecimento.

http://www.artsaintgermaindespres.com
Em 1992 os habitantes de Saint-Germain pensando em preservar o espírito literário e artístico do local criou o Parcours Saint-Germain que convida a cada ano os artistas da arte contemporânea à expor suas obras nas lojas de luxo, cafés e praças celebres do bairro.
São cerca de 200 galerias de arte distribuidas no bairro, e não é por azar que elas se fixaram no local, pois Saint-Germain é um bairro histórico de cultura onde encontramos a Escola do Louvre e a Escola de Belas Artes e que viu nascer os grandes movimentos artísticos e intelectuais do século XX.
todos os anos o festival de Jazz atrai musicos do mundo
fanfarras nas ruas do bairro
Lugares de sabores e saber...
172, Boulevard Saint-Germain -Café Flore nome da Deusa da primavera
151, Boulevard Saint-Germain - Classificada como monumento historico
Café Deux-Magots - 6 Place Saint-Germain
Os famosos macarons de Pierre Hermé, filas se formam para comprar as delicias celebre no mundo todo :)



"
72, Rue Bonaparte
veja os links:
www.parcoursaintgermain.com - Arte Contemporânea
www.parcours-paris.com - Exposições de obras de arte do mundo, Africa, Oceania, Asia e das Américas nas galerias do bairro.
www.photo-saintger-maindespres.com - de 3 a 30 de novembro Expo de Fotografias de Saint-Germain-des-Près




quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Minhas primeiras leituras en francês

Para me integrar e me adaptar mais facilmente à minha nova vida na França, dei início ha uma nova procura. Duas vezes por semana frequentava a Biblioteca de Dole em busca de livros que descrevem sua cronologia  histórica. Meus primeiros livros foram "Dole Autrefois - Images retrouvées de la vie quotidienne" (Dole antigamente - imagens descobertas da vida cotidiana) e "Une Mémoire doloise, sur les pas de Julien" (Memoria Doloise, nos passos de Julien),  do escritor  e professor de Historia Antiga da Universidade de Franche-Comté, Jacky Theurot. Os livros descrevem a vida dos habitantes nos anos de 1880-1940 e os grande eventos culturais  da época entre 1950-2008 com o testemunho de uma pessoa célebre de Dole, Julien Feuvrier professor de Matematica, apaixonado pela arqueologia e criador do Museu de Belas Artes de Dole.
Uma incrivel viagem no tempo ilustrada com fotos e cartões postais.

Vidéo Dole Autrefois
No começo precisei utilisar um dicionario para compreender melhor as palavras e conseguir escrever meus artigos, pois, meu blog tinha nascido e precisava alimentá-lo de fatos, fotos, videos etc...Para mim um artigo sem foto não faz tanto efeito quanto a ilustração, com imagens e vidéos.
Foi um começo interessante, pois as pessoas com quem conversava, ficavam surpresa pelas descrições que eu fazia sobre a cidade, seus habitantes em épocas passadas.
No prédio que morava vivia uma gentil dama de 83 anos e um certo dia nos encontramos na entrada do apartamento. Ela ao me ver com os livros nas mãos, disse que poderia me emprestar alguns de sua biblioteca particular e me deu uma lista de livros e escritores que falavam sobre a região.
E assim me apaixonei pela literatura regional, e sempre que posso leio e viajo no tempo coms os escritores de Franche-Comté.
"Só lutamos por aquilo que amamos, só amamos aquilo que respeitamos e só respeitamos aquilo que conhecemos"
Adolf Hitler

A Francophonie no meio do mundo

No dia 1° de setembro professores e alunos do curso de francês do Centro Cultural Amapaense estiveram no #lecafebistrot ,localizado ...