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terça-feira, 26 de março de 2013

No domingo de Ramos


Creci em uma familia que tem com um dos pilares familiar a fé no bem. Um familia católica mas não radical. Assim meus pais passaram essa herança de fé para todos os 9 filhos.
A lembrança dessa época de retiro espiritual que eu tenho mais forte em minha mente, além dos chocolates :), era minha atenção voltada ao tempo. Nos anos 80 e 90 muitos filmes épicos passavam nessa época e eu adorava vê-los...Os dez mandamentos, O Manto Sacrado, Ben-hur, O Rei dos Reis, Sansão e Dalila, Marcelino Pão e Vinho, Spartacus entre outros. 
O Manto de Cristo que deu origem a primeira fita cinematográfica em CinemaScope, intitulada O Manto Sagrado (título no Brasil), dirigida por Henry Koster, em 1953, pela 20th Century Fox é o meu prefeiro. Se trata de um filme que reconstitui o período apos a crucificação de Jesus Cristo, na Palestina, e dos primórdios do cristianismo entre gregos e romanos, tendo por base de ficção o imaginário destino da túnica de Cristo.
O Manto Sagrado - 1953
Meu pai tinha em sua biblioteca um antigo livro "Novo Testamento" eu sempre lia nessa época as passagens de cada história que eram acompanhadas de fotos mostrando o lugar onde elas tinham se passado em Jerusalém. 
Durante a Semana Santa o céu se cobria de nuvens, um clima verdadeiramente cena de cinema, era como se eu fosse transportada para essa época, minha imaginação viajava a cada pagina do livro. Mas onde eu passava mais tempo era nas páginas em que Jesus ensinava através das parábolas. A que me sempre deixava reflexiva era a Parábola do Grão de Mostarda...
«Ainda disse: A que assemelharemos o reino de Deus, ou com que parábola o representaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, contudo depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças, e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra.» (Marcos 4:30-32)
Durante a semana que antecedia o domingo de Ramos minha mãe começava a arrumar os ramos para o buquê colhido no quintal de palmeiras do açai. No domingo pela manhã encontrávamos as pessoas se dirigindo para a igreja cada uma com seu ramo, decorado, com laços, prontos para encenar e rezar pela chegada de Jesus.
Era assim que começava para mim essa tradição religiosa católica que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa, caminho de vida...



Páscoa, um caminho de vida que pode nos fazer compreender como é possível atravessar o deserto. Percorremos este caminho em três etapas.

Na sexta-feira Santa, é a morte de Jesus na cruz, e para nós é um momento de dor e sofrimento, o anúncio de uma má notícia. O momento do choque, da surpresa, da incompreensão. Nós ficamos atônitos, estarrecidos, desmunidos, abandonados. E ao mesmo tempo a revolta cresce em nosso peito, e o grito tende a sair... grito de dor e de abandono.



Em seguida, o sábado de aleluia, o dia do silêncio, e aparentemente o dia do nada. Para nós também, é o dia em que o silêncio se instala, tudo se cala. Mas neste vazio aparente, é o espírito que retoma seus direitos. E na solidão, nossa vida se reconstrói. Nós procuramos os sentidos, as possibilidades de como continuar a viver o hoje e o amanhã. Precisamos imaginar novos caminhos, se eles existem e como podemos criar nosso novo recomeço. Então, precisamos acreditar na aurora, mesmo que a duvida insista em nos acompanhar. Precisamos acreditar!

E, na manhã de Páscoa, o dia da ressurreição, a aurora esperada da vida. De maneira supreendente, o ar é preenchido de leveza e calmaria, não sabemos como ou de onde vem, mas ela está presente e faz bem. A vida dá sinais de que é possível, e as alegrias esquecidas retornam e nos surpreendem.
Para entendermos verdadeiramente o caminho da Páscoa, precisamos primeiramente ter vencido a si mesmo, e logo que nós conseguimos vencer um dia, compreendemos certamente o melhor significado da Páscoa. E então, nós nos tornamos testemunhas para os outros, testemunhas de algo que parece impossível à aqueles que não conhcem o alvorecer, testemunhas de um dia de renascimento de uma vida de contrariedades passadas.
Nos transformamos, com todo as tristezas que marcaram nossas vidas. Nos tornamos testemunhas da transformação, do possível das coisas impossíveis, é a Páscoa!


FELIZ PASCOA 2011!

A Francophonie no meio do mundo

No dia 1° de setembro professores e alunos do curso de francês do Centro Cultural Amapaense estiveram no #lecafebistrot ,localizado ...