sexta-feira, 21 de outubro de 2011

o cinema mudo de volta...The Artist!

na sala dos cinemas  dia 12 outubro 2011
Uma viagem no tempo de Charles Chaplin. 
Filme mudo em preto e branco de Michel Hazanavicius, um realização audaciosa que faz homenagem aos anos 30 com a interpretação do maravilhoso ator comediante Jean Dujardin que seduz durante todo o filme os cinéfilos e não-cinéfiloS.

Estamos no ano de 1927 o ator vedete de toda Hollywood mais uma vez rouba a cena enfrentando os alemães com sua elegância a favor de sua amada. Com um olhar fixo sobre um homem de uma estatura majestosa, sorriso charmoso, cabelos estilo Elvis Presley, de bigode e elegantes roupas, George Valentin (Jean Dujardin)é uma celebridade no mundo do cinema mudo da época. 
Seus lábios se movem mais nada sai, seu rosto e seu corpo são o suficiente para contar uma história em seus filmes. Mas isso não é o bastante para que George Valentin consiga ver um futuro promissor para o cinema mudo. Durante a filmagem de uma de suas produções, ele cruza com a jovem e bela atriz figurante Peppy Miller(Bérénice Bejo) que vai alcançar rapidamente o estrelato com suas atuações no cinema falado tornando-se a nova vedete, contrariamente a carreira de George que vai conhecer a decadência e o esquecimento depois da chegada dos filmes falantes. O orgulho do ator faz com que não aceite as ofertas da nova era do cinema, que pede som e voz, impossível para o ator de interpretar tais papéis, e com seu ar decidido de não fazer parte dessa nova fase da 7ª Arte ele cai no esquecimento, no vício e na miséria. Quanto mais dura a queda mais forte o amor entre as duas celebridades de duas fases do cinema que pedem talento e
Uma história fascinante  de destinos cruzados, e que nos traz à memória os grandes tempos do cinema mudo.
So na França o filme seduz mais de 443.269 pessoas que assistiram na primeira semana de estréia.

Uma realização audaciosa onde os programas de televisão não divulgam mais filmes mudos e que só encontramos os filmes de Charles Chaplin em DVD.Mas graças à coragem de Hazanavicius que apostou no extraordinário, cheio de piscar de olhos, onde o corpo fala com desenvoltura, magia e a inteligência do cinema mudo de uma bela época. Mas o filme vai além de outrora e fala de nossa época onde o consumismo ganha cada vez mais um lugar primordial e onde tudo passa rápido. 
Tudo é cuidadosamente e estratégicamente pensado, somos transportados para os anos 20 através dos cenários, atores e figurantes, e de uma maravilhosa interpretação dos atores principais que com certeza viajará o mundo espalhando a magia do cinema mudo do inesquecível  Charles Chaplin que nos faz sorrir e chorar através de suas interpretações em filmes que marcaram o cinema mundial.

Naramazonie

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