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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SOS Guarani-Kaiowá

Assine por favor:www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cRIIEdb

Por que isto é importante:
Leia, abaixo, carta de socorro da comunidade Guarani-Kaiowá. Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo. CARTA:



"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.

Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.
Assine por favor:www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cRIIEdb

Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.

De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.

Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''

Clique no link ou copie e ajude a salvar nosso povo brasileiro
http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cYwbDbb

segunda-feira, 5 de março de 2012

São Tomé ao ritmo da natureza°°°

Reportagem : Faut pas Rêver France 3 ao Brasil
Vila de São Tomé - Manaus - Amazonas
Tania Young chega em São Tomé e é recebida pelo guia turistico Jacaré
São Tomé foi fundada em 1982 e está localizada a aproximadamente cinco horas de barco de Manaus, em plena floresta amazônica. Atualmente, treze famílias habitam na comunidade de São Tomé.
A economia gira em torno da pesca, do artesanato e do turismo. Destino muito visitado pelos turistas e com uma vista privilegiada para o Rio Negro, o lugar é conhecido por acolher visitantes de todos os cantos do mundo com muita hospitalidade e profissionalismo.
Jacaré e Tana Young
São Tomé foi a proxima parada de Tania Young em companhia do famoso "Jacaré" um morador que recebe os turistas que visitam a região proxima do Rio Negro.
o pô-do-sol no Rio Negro a São Tomé - Manaus
Durante a entrevista e a visita a São Tomé, Tania pergunta qual é a função do Jacaré na comunidade... " eu trabalho na recepção e transporte dos turistas em barco pelo rio mostrando a diversidade local".


A jornalista fica encantada com o ritmo dos elementos da natureza amazônica, o sol forte é rapidamente coberto por nuvens escuras e relâmpagos com a chuva chegam sem avisar. Rapidamente tudo passa e o sol volta a brilhar é assim que vivem os habitantes locais.
a chuva chega rapidamente
 Tania e Jacaré vão em direção ao posto de observação de jacarés, e se deparam com os filhotes.

Um vida fascinante do povo da floresta, uma artéria vital para todas essas comunidades indigenas.No ritmo dos rios e de seus caprichos uma alquimia que da a magia no mundo amazônico.Uma sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares na natureza sol e chuva em harmonia.
a jornalista 
 As familias trabalham com a mandioca para fabricar a farinha, tucupi, tapioca para venda na cidade. A jornalista olha atentivamente a maneira que eles trabalham e logo apos entra no ritmo da fabricação da base da alimentção do amazônida. 
Próxima parada...o BarcoBanco do Rio Negro e o encontro com o boto cor-de-rosa :)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lei sobre mineração nas terras indígenas...

Deputada Janete Capiberibe integra comissão que debate lei sobre mineração nas terras indígenas  

Brasília, 14/02/2012 – A deputada federal Janete Capiberibe (AP) foi indicada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) para integrar a Comissão Especial que debaterá o Projeto de Lei 1.610/1996. A Comissão vai elaborar o relatório ao projeto que “dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas, de que tratam os artigos 176, parágrafo primeiro, e 231, parágrafo terceiro, da Constituição Federal”.

A socialista amapaense disse que vai convidar à Comissão lideranças indígenas de todo o país, especialmente da Amazônia, para que o texto a ser aprovado pela Câmara seja fiel à vontade daquela população. Ela defende, ainda, que as populações indígenas às quais as terras foram confiadas tenham direito de vetar a exploração de minérios se considerarem essa a melhor decisão.

Povos indígenas – O Amapá tem 4,8 milhões de hectares de Terras de Indígenas. Numa faixa que vai do Amapá ao norte do Pará há 8 terras indígenas demarcadas (7 homologadas) ocupadas por 10 grupos indígenas. Cerca de 5 mil 350 amapaenses se autodeclararam indígenas no último Censo do IBGE, 0,8% da população.

Nos estados da Amazônia Legal brasileira, cerca de 383 mil 380 pessoas se autodeclararam indígenas, sendo 309 mil 430 na área rural e 74 mil 525 na área urbana, conforme o Censo IBGE 2010. Estão englobados os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.

Hoje, no Brasil, vivem 817 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010. 11% mais pessoas se autodeclararam indígenas na comparação com o Censo 2000. Eles estão distribuídos entre 688 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas. Há também 82 referências de grupos indígenas não-contatados, das quais 32 foram confirmadas. Existem ainda grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto à FUNAI.

Teor – O Projeto de Lei 1610/96, de autoria do Senado, permite a lavra de recursos minerais em terras indígenas por meio de autorização do Congresso Nacional e com pagamento de royalties para os índios e para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Desde que começou a tramitar na Câmara, há mais de 15 anos, o projeto tem sido motivo de polêmica por causa de divergências entre as expectativas dos povos indígenas e os interesses das empresas de mineração.

A principal preocupação dos índios se concentra nos possíveis impactos socioambientais que a atividade causaria nas aldeias. As mineradoras, por sua vez, argumentam que a pesquisa e a lavra de minerais nobres, como ouro, diamante e nióbio - utilizado em usinas nucleares -, atendem interesses nacionais e são fundamentais para o desenvolvimento do País.

Outra comissão especial que analisou o projeto, instalada em 2007, encerrou seus trabalhos no fim da legislatura passada sem votar o relatório final. Esse relatório previa a realização de licitação para a exploração de minérios em terras indígenas. Hoje, a escolha da empresa exploradora é feita diretamente pelo Poder Executivo.

O PL 1610/96 tramita apensado a outras três propostas (7099/06, 7301/06 e 5265/09).

Texto e foto:
Sizan Luis Esberci
Gabinete da deputada federal Janete Capiberibe – PSB/AP
Com informações da Agência Câmara, IBGE, FUNAI, IEPE e CIMI.
61 3215 5209

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

°°°etnia Awá-Guajá...


Com a negativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) em investigar as acusações de perseguição e violência de madeireiros contra indígenas da etnia Awá-Guajá, inclusive sobre denúncia de assassinato de uma criança, representantes de organizações de defesa de direitos humanos foram ao Maranhão investigar o caso. 
O grupo é composto por integrantes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. Eles avaliam as condições encontradas na Terra Indígena Araribóia, na cidade de Arame (MA), a 440 quilômetros a sudoeste da capital.
As acusações de assassinato da criança indígena, que teria tido seu corpo carbonizado por madeireiros em outubro passado, ganharam força na primeira semana de janeiro, divulgadas por meio de redes sociais na internet.
Segundo Rosimeire Diniz, missionária do Cimi que esteve no local, os índios Awá-Guajá vivem em grupos isolados de contatos com outras pessoas, até mesmo com outras tribos, circulando livremente pelo território da reserva. Ela acredita que as únicas pessoas que vinham mantendo contato com o grupo eram os próprios madeireiros.
À época do suposto episódio do assassinato, os índios estavam em um local alvo de extração ilegal de madeira e, a partir de então, não se teve mais notícias de onde exatamente vive o grupo indígena. “É provável que eles não tenham mais aparecido por lá por conta das ameaças”, avalia Rosimeire Diniz.
Na ida ao local, a extração ilegal de madeira dentro da terra indígena foi verificada. Após duas horas de caminhada, a comissão encontrou o acampamento destruído do povo Awá-Guajá em situação de isolamento, dentro de uma grande clareira com cerca de 40 toras derrubadas de árvores. “Tratores de madeireiros passaram por cima do acampamento Awá, destruindo tudo. Pelas marcas podemos dizer que era um grande veículo”, diz a missionária.
O indígena guajajara Clovis Tenetehara conduziu o grupo até a região da terra indígena. Ele era uma das pessoas que mantinha contato com os Awá-Guajá e teria partido dele a denúncia de que a criança havia sido carbonizada. Depois de publicado o relatório da Funai do Maranhão desmentindo o caso, ele admitiu se tratar de um boato. Agora, o Cimi acredita que ele pode ter sido intimidado a recuar da denúncia.
“Conforme Clovis contou, eles deviam estar no acampamento há dois meses quando foram atacados, em outubro do ano passado. Não foram mais vistos desde o ataque”, avalia Rosimeire. Os ativistas preferem esperar por mais alguns meses, até o período de menos chuva, quando os indígenas deslocam-se na área em busca de mel e caça para confirmar a situação.
O assessor jurídico da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), Igor Martins Coelho Almeida, disse que, ao não dar a proteção adequada a terras indígenas, o Brasil fere tratados internacionais dos quais é signatário, como a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Então o que temos ali na Terra Indígena Araribóia é a violação de um pacto internacional. Não é a primeira vez que denunciamos as violações ali”, ataca.
Igor aponta que o território é assolado por um contexto de violações sistemáticas, mas as fiscalizações são pontuais. Os madeireiros agem às vistas do estado e não há nenhuma repressão.
Na semana passada, a Funai informou que uma equipe foi até o local para verificar e apurar as denúncias, porém, não foram encontrados indícios que comprovassem o atentado. Na sexta-feira (13), em outro comunicado, a fundação afirmou que enviaria nova equipe ao território indígena. Segundo Rosemeire, os funcionários da Funai que foram à região do acampamento indígena não chegaram exatamente ao lugar do ataque.
O grupo organizará um relatório com as provas coletadas e entregará ao Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

Rede Brasil Atual

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

YANOMAMI, segredos da tribo...

Quarta parte do documentario Napepe, de 2004, anterior a "Segredos da Tribo" sobre as pesquisas de antropólogos e geneticistas com os Yanomami na década de 60. Traz o depoimento dos Yanomami pedindo o retorno do sangue dos seus antepassados levados por eles.
Depoimentos impressionantes dos yanomamis e de pesquisadores... qual o limite da pesquisa antropologica????? Qual o interesse de certos pesquisadores em estudar os povo indigenas no Brasil????




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

yanomami, encontro entre dois mundos...


Nos anos 60, os antropólogos ocidentais recentementes diplomados partem à procura das tribos mais distantes. A região amazônica que era privada de todo contato com a modernidade é invadida por uma onda gigantesca de pesquisadores e jornalistas. Os indios yanomami que continua atualmente, a tribo mais estudada do mundo, eles não vêem com bons olhos a chegada do homem branco. Trinta anos mais tarde a revelação em detalhes deste encontro entre dois mundos, coloca uma duvida sobre as instituições cientificas, particularmente na França e EUA: as intervenções em helicópteros destruiram vários habitats, alguns pesquisadores compraram a confiança dos indios fornecendo armas de todo tipo, criando uma desordem social e fazendo aparecer novas doenças....O documentário evoca também um discipulo de Lévi-Strauss que viveu 20 anos com os yanomami, e que vários entre eles o acusam de ter trazido para o seio da comunidade a prostituição, trocando os tesouros por favores sexuais de indios de todas as idades.
O realizador brasileiro José Padilha tenta desvendar esta obscura história se apoiando em passagens dos filmes antropológicos dos anos 60, mas também sobre entrevistas de testemunhas chaves. Ele oferece aos pesquisadores implicados, a oportunidade de se defenderem, e aos yanomami de testemunharem e apresentarem sua própria versão dos fatos, pois sempre ficaram em silêncio até hoje. Desta confrontação nasceu um novo olhar sobre as influências entre o mundo moderno e a cultura tradicional, uma reflexão sobre os limites da pesquisa antropológica.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jogos indígenas do Oiapoque...


Os Jogos Indígenas iniciam nesta sexta-feira, na aldeira Kumene, em Oiapoque. Os jogos são realizados pelo Governo do Amapá por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) e Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Funai, Secretaria de Transportes, Secretaria de Administração, Funasa e Prefeitura de Oiapoque. 
A iniciativa visa valorizar a sabedoria da cultura indígena, uma forma de celebrar e manter viva as manifestações praticadas pelos antepassados, que deve se transmitida de geração a geração.
Aldeia Kumene
Aldeia Kumene
Nesta quarta-feira (4), uma equipe do Nucleo de Esporte, Participação e Aventura viajou para a aldeia Kumene a fim de organizar o evento em parceria com a comunidade indígena.

A competição será realizada na região norte e também no parque do tumucumaque, sendo que a final ocorrerá na aldeia Manga, no município de Oiapoque, em novembro.

Segundo o secretário dos povos Indígenas, Coaracy Barbosa , cerca de 300 atletas, entre homens e mulheres, estarão participando da competição nas diversas modalidades que inclui Futebol, Voleibol, Arco e Flecha, Cabo de Guerra, Canoagem, Atletismo, Corrida com tora, Arremesso de lança, Subida do Açaizeiro, Natação, Zarabatana, Pintura corporal e Contos de mitos. “O evento é uma grande oportunidade de integração entre as diferentes etnias e também a valorização dos costumes e a tradição dos povos indígenas”, concluiu.

Coaracy Maciel disse ainda que durante os três dias de festa, Kumarumã vai reunir mais de 3 mil índios das etnias Galibi Marworno, Galibi Calinã, Paliku e Karipuna entre outras, “O Governo é o principal apoiador desta festa, graças a determinação do governador Camilo realizaremos uma belíssima festa para receber a comunidade indígenas”, afirmou o Secretário Coaracy Barbosa.

Os Jogos dos Povos Indígenas é um evento de competição esportiva criado em 1996 através de uma iniciativa indígena brasileira, do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena (ITC), com o apoio do Ministério do Esporte do Brasil.
Para o secretário de estado do desporto e lazer, Luiz Pingarilho, que nesta sexta-feira representará o governador na abertura da programação, este é o resultado de uma nova administração que respeita suas etnias e mostra através do esporte que é possível atender as necessidades do povo amapaense, e principalmente da comunidade indígena. “E temos certeza de que será mais uma jogada de primeira da administraçaõ do governador Camilo”, finalizou.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO DOS JOGOS INDÍGENAS 2011

Data: 5/8/2011
08h00 -Cerimônia de Abertura -Fala das Autoridades:
Cacique da Aldeia Kumene;
Prefeito do Município de Oiapoque;
Secretário da SEDEL;
Secretário dos Povos Indígenas/SEPI.

Dança do Turé
Jogo de Futebol Masculino
Jogo de Futebol Feminino
Cabo de Guerra Masculino
Cabo de Guerra Feminino

Tarde 14h00
Natação Masculino e Feminino
Canoagem Masculino e Feminino
Corrida de 3.000m
Corrida de 1.500m

Data: 6/8/2011 (sábado)
08:00h – 12h30.
Futebol Feminino
Zarabatana Masculino e Feminino
Futebol Masculino
Arco e Flecha Masculino e Feminino
Arremesso de Lança
Subida no Açaizeiro

14:00h – 17h30
Decisão do Cabo de Guerra Masculino
Decisão do Cabo de Guerra Feminino
Corrida de Jamachi
Corrida de Tora
Contos e Lendas
Pintura Indigena

Data: 7/8/2011 (domingo)
08:00 – 11:00h.
Final do futebol feminino
Final do futebol masculino

Mário Thomaz

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Artesanato dos povos indígenas do TUMUCUMAQUE

Visitantes na nova loja APITU - Macapá

Mayara é a responsável pelo artesanato e venda dos produtos expostos na loja APITU

Dia 30 de novembro/2010, foi inaugurada a loja APITU-Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque, um espaço para a comercialização de produtos qcomo;colares, pulseiras, bolsas, cintos, cestas, artefatos de madeira, cerâmicas, fibra vegetal e outros adereços. 
A APITU leva o nome da própria Associação dos Povos Indígenas do Parque do Tumucumaque e junto com a Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Indígenas (SEPI) é responsável pelo empreendimento em Macapá.

A Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque - APITU, foi criada  em 1994 para representar as cinco etnias Aparaí, Tiriyó, Waiana, Txikuyana e Kaxuyana  e a Terra Indígena Paru d’Este, que habitam na área do Parque Montanhas do Tumucumaque.
Cocar de pena de papagaio


A arte feminina também ganha força com sementes e miçangas com uma diversidade de formas, grafismos e cores chegando até aos novos designers de bolsas e colares voltados para o mercado da moda brasileira.
Colares em miçangas


Os povos indígenas do Amapá participam cada vez mais do desenvolvimento do Brasil com elaboração de novos projetos organizando e protegendo seus valores culturais, e isso garante a subsistência através de seus valores artesanais que proporcionam a cultura e as tradições indígenas. Outros produtos serão expostos para venda a partir de dezembro, como camisas com os grafismos dos povos do Tumucumaque, uma de suas marcas registrada.
Colares em miçangas


“Ao contrário do que poderíamos imaginar, o uso de miçangas na tecelagem de vestimentas e adornos, é anterior ao uso de sementes nativas. As miçangas chegaram à região em meados do séc.XX, por meio do comércio de trocas com os negros refugiados da então Guiana Holandesa (atual Suriname). Esse comércio vigorou até o século XX quando, em ambos os lados da fronteira entre o Brasil e os países guianenses, começaram a se fazer presentes missões religiosas e agências governamentais de assistência, em consequência o comércio com os negros diminuiu drasticamente, as miçangas ficaram cada vez mais escassas até a chegada das sementes tingidas com corantes naturais.”(Informativo Museu do índio/FUNAI/julho2008)

Um portal aberto para conhecermos melhor nossa história e nossas raízes, fortalecendo a comercialização dos produtos da floresta, melhorando as condições de vida dos povos e difundindo a cultura de todas as etnias presentes no estado do Amapá.

Casa do Artesanato dos povos indígenas, APITU

Localizada no novo prédio da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Indígenas, a loja APITU funciona ao lado da Casa do Artesão, enfrente à Praça Beira Rio.

sábado, 6 de novembro de 2010

Montanha da Estrela

Pé na trilha em direção a montanha da estrela
Uma magnífica aventura em 2005 em um dos mais bonitos pontos de observação da floresta nas terras indígenas do Oiapoque, a Montanha da Estrela (BR 156 km70). Um convite para uma visita a aldeia com direito de escalar a estrela em companhia do Sr. Coaracy Barbosa (FUNAI e vereador de Oiapoque), do vice-prefeito Wilson e Carlos Santa Rosa (RURAP Oiapoque). O acesso aos visitantes é proibido, sendo possível a visita somente com autorização da FUNAI.
Os jovens guias da aldeia Estela,  protetores de uma biodiversidade preciosa


Nossos guias eram cinco jovens moradores da Aldeia que nos conduziram com um verdadeiro senso de conhecimento da floresta . 
Na aldeia existia posto de vigilância, escola e enfermaria. Os postos de vigilância da FUNAI dispõem de uma pequena infraestrutura que conta com uma sede, aparelho de radiofonia e um funcionário contratado como chefe de posto. 
A cada trilha os guias nos explicavam sobre a fauna e a flora, as pegadas de onça e as trilhas que poderíamos visitar. Foram horas de caminhada pela densa floresta até o pé da montanha, que tem cerca de 500 m de altura, a cada passo novas descobertas. Os jovens guias conheciam cada ponto, cada canto de pássaro e os perigos que poderíamos enfrentar em mata densamente fechada. Uma verdadeira aula de biodiversidade e sobrevivência na selva amazônica.
Depois de horas de marcha chegamos ao pé da montanha e os mais experientes nos explicaram como proceder durante a subida, pois a montanha tinha lugares de difícil acesso e seria preciso, em certos locais, de corda para poder alcançar o ponto mais alto da montanha. 
Pela primeira vez eu iria escalar uma montanha. Minha preparação foi rápida, com instruções dos guias da aldeia e cuidados na hora de escalar o paredão da montanha, pois a cada avanço as dificuldades de acesso diminuíam. Observando da base da montanha tudo parece maravilhoso e fácil o acesso, mas ao chegar à metade da subida percebemos que somente alguns minutos de aulas de escalada não foram o suficiente. Faltando uns 26 metros para chegarmos ao ponto mais alto, tivemos que utilizar o recurso da corda. Os guias rapidamente alcançaram o ponto mais alto e ajudavam os outros integrantes dessa aventura marcante. Pensei em desistir, não me achava preparada para alcançar tal ponto da montanha. Sr. Coaracy me encorajou dizendo “Você precisa continuar, já passamos a maior parte da escalada, não desista depois de tão grande esforço para chegar até aqui, além de ter oportunidade de presenciar apreciar uma maravilhosa vista de um Brasil que poucos conhecem”.


Renovei minhas forças e continuei até nosso objetivo. E ao chegarmos, um alívio tomou conta de todos. A paisagem maravilhosa, o imenso mar verde de todas as tonalidades tomava conta do horizonte. Por minutos permitimo-nos de sonhar e fazer daquele momento algo eterno em nossas lembranças. Não sabíamos se teríamos tal grande oportunidade de contemplar novamente de tão alto, nossa maravilhosa biodiversidade.
A paz nos contagiou e ficamos enfeitiçados pela alma da floresta para sempre. Essa expedição marcou para sempre nossas vidas, para mim por ter me dado coragem de superar meus medos e os obstáculos que muitas vezes necessitam de tempo e reflexão. 
Todos aprenderam com essa experiência e voltamos pra casa com um maior sentimento de respeito e integração ao meio ambiente. Foi como se a subida da montanha da Estrela tenha sido um ritual que a mãe natureza nos proporcionou, através de jovens guias que fazem de suas trilhas diárias uma escola onde há busca constante dos segredos da floresta.
Obrigada a todos que me proporcionaram mais essa aventura: Sr. Coaracy, índio da Aldeia Kumarumã, vereador do Oiapoque e funcionário da FUNAI pelo encorajamento durante todo o percurso, pelo conhecimento sobre os povos indígenas que aprendemos durante todo o percurso de subida da montanha e pela autorização de acesso a área indígena. Aos jovens guias da Aldeia Estrela que sem eles nós estaríamos perdidos na imensidão verde da floresta até hoje ;). A Dinha e o Carlos do Rurap, o vice-prefeito Wilsinho da cidade de Oiapoque (2005).

A Francophonie no meio do mundo

No dia 1° de setembro professores e alunos do curso de francês do Centro Cultural Amapaense estiveram no #lecafebistrot ,localizado ...